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Friday, July 08, 2011


Agências de rating: para que servem???

Pessoalmente, acho que as denominadas agências de rating são como os empresários de futebol, ganham dinheiro e não fazem nada. Estas agências andam muito em voga na actualidade, muita gente pode até pensar que elas são um fenómeno actual, no entanto, estes bichos papões já andam a meter-se na economia desde finais do século XIX. E, afinal o que faz uma agência de rating??? Numa visão muito simplista das coisas imaginemos Sicrano a pedir um empréstimo a Beltrano. No meio da estória aparece Fulano a investigar as condições que Sincrano tem para devolver esse empréstimo que recebeu, já com os devidos juros. Este Fulano é o equivalente da agência de rating. A questão agora que se coloca é: O que vai Fulano dizer? Vai dizer que Sicrano tem muitas contas a prazo e que apenas não quer mexer nelas, pois se quisesse mexer e perder juros tinha mais do que dinheiro suficiente para cobrir o empréstimo ou vai dizer que Sincrano é um pobretão que não tem condições para pagar o empréstimo, quanto mais a dívida? A resposta é simples: depende de quem lhe paga para falar. O mesmo acontece com as agências de rating, entidades que deveriam ser imparciais mas que dão notas consoante o seu empregador, como no caso Enron em que todos sabiam da bancarrota e as agências mantiveram as suas notas em alta. Com a crise europeia, pensa-se criar uma agência de rating europeia para combater as maiores agências de rating americanas: Moody's, Standard & Poor's e Finch, as agências que entre si detêm cerca de 54% do mercado. Primeiro erro, destas 3, a Finch tem 80 % de capital francês ou seja europeu. Segundo erro, não se deve criar uma agência do nada, que vai ser vista como uma marioneta da Europa para combater as outras agências. O que acho que deve ser feito, ao invés disto é as empresas, países, corporações, enfim todas as entidades que recorrem a estas agências criarem o seu próprio departamento de análise de risco das entidades com quem trabalham, de modo a fazerem uma avaliação a partir das suas próprias análises e não "comerem" tudo o que este tipo de agências classificam.
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Wednesday, July 06, 2011



As Medidas de Austeridade vistas por um leigo






Primeiro que tudo, identifico-me como o leigo e assumo não perceber nada de economia. Tudo me faz confusão, pois os economistas vêm as contas de uma maneira demasiado simplista ou então sou eu que complico as coisas.



Vejamos o caso das medidas de austeridade. Os economistas vêm assim: x empresas pagam y de impostos igual a w milhões de euros. Se aumentarem y, então w sobe também. Simples.






O que eu vejo é diferente, mas confirmo que não sou economista. O que vejo é: x empresas vêm-se em dificuldade para pagar y, muitas vezes por os próprios estados não pagarem o que devem a tempo e horas. Aumentando y (os impostos), vai aumentar as falências de empresas (diminuindo x), o que implica que w (os milhões de euros) já não seja igual ao pensado em primeiro lugar.



Ao diminuir o número de empresas, vai aumentar o número de desempregados. Com o aumento do número de desempregados, vai subir o pagamento que um estado vai fazer em relação a subsídios de desemprego, ou seja, um Estado vai receber bem menos do que estava a fazer contas e vai gastar bem mais do que se tinha em conta.






Este post não pretende criar uma solução para o problema, apenas manifestar uma opinião leiga sobre o assunto.

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Até Sempre, Macedo!








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